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01/02/2016

RESENHA: Quase uma Rockstar.





"Quase Uma Rockstar é a resposta a todos os romances repletos de angústia e dor. Extremamente prazeroso. — School Library Journal"








                                            Título: Quase Uma Rockstar 
Autor (a): Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Páginas: 254
Ano: 2015

Sou suspeita em falar dos livros do Matthew, sou apaixonada por todos os trabalhos dele. Ele é um excelente escritor e com esse livro, assim como "O Lado Bom Da Vida" e "Perdão, Leonard Peacock " o autor nos surpreende em cada página. De inicio, principalmente pela capa, imaginei que seria mais um desses livros de romances adolescentes que se passa no ensino médio. Entretanto, conforme vamos lendo, nos surpreendemos com a capacidade de escrita e imaginação de Matthew.

"Cachorros são melhores que pessoas. Eu tenho uma cadela. Só preciso dela. Cachorros são fáceis. Pessoas são difíceis."

O livro conta a história de Amber, uma menina cristã, com um cachorrinho super fofo, chamado Bobby Big Boy ou simplesmente 3B. Amber mora com sua mãe em um ônibus escolar, o qual também é de onde sua mãe consegue alguns trocados. Viciada em álcool e sem onde morar, a mãe de Amber sai todas as noites tentando conquistar homens para que ela e sua filha possam sair do ônibus escolar e ter uma vida mais digna. 

"Sei que talvez isso seja estranho, mas a gente tira amor de onde pode, né? Pelo menos é o que minha mãe diz."

Apesar de todos os problemas, Amber se autoproclama Princesa da Esperança e se recusa a desistir dela, de sua mãe e de seus amigos. Ela faz parte de um grupo de quatro garotos deficientes especiais, e com ela, eles forma Os Cinco. Eles são seus melhores amigos desde a infância. Junto ao Padre Chee, para quem Amber sempre se confessa para ficar livre do peso da culpa, ela ensina a um grupo de coreanas, as Divas Coreanas por Cristo, a falar inglês através da música. E toda semana, ela visita uma octogenária rabugenta cega solitária e pessimista para fazer disputas onde a intenção é fazer a senhora rir, e a da senhora, fazer Amber chorar. Amber nunca perdeu nenhuma dessas disputas e sempre dá ao máximo para que isso não aconteça. De vez em quando, quase chora, contudo, consegue dar a volta por cima e arrancar sorrisos da mulher.
Em um de seus trabalhos escolares, Amber recebe a tarefa de mandar cartas a um veterano da guerra. Porém, o veterano não responde suas cartas e com isso, ela não para de procurá-lo, até que o encontra. Com pouco tempo de amizade, ela descobre que ele gosta de haicais e assim, se comunica com ele através de pequenos poemas japoneses. Esse mundo é o palco de Amber.... e bom, ela é quase uma rockstar.

"Um passeio casual por um manicômio revela que a fé não prova nada"

Apesar de sempre tentar se manter firme e esperançosa, quando a tragédia chega, Amber não consegue se manter esperançosa como antes. Ela deixa de lutar contra as correntes negativas e se entrega a depressão.


"Então realmente não importa de somos bons ou maus. As coisas ruins acontecem de qualquer jeito."

 Quando comecei a ler, pensei que o livro falasse sobre uma garotinha de uns 10 anos de idade. Não sei por que, mas eu não conseguia enxergar Amber como uma garota de 17 anos. Ninguém com 17 anos é tão feliz quanto ela (risos), entretanto, Amber é como nós deveríamos ser: ver o lado bom das coisas, mesmo quando tudo está uma merda. Esse livro te cativa até a última palavra. Te arranca risos, lágrimas e até alguns palavrões. É uma leitura rápida e fácil. E claro, SUPER RECOMENDO! 
Não é apenas um simples livro, é uma história que te faz refletir sobre a vida durante uns bons dias e te mostra um novo ângulo para cada coisa que nos acontece. Contra todas as possibilidades, ela mostra que a vida pode ser mais.
"Não importa quantas provas existam de que a vida não faz sentido, precisamos acreditar que sim, ela faz. E que a história de Jesus é uma boa história simplesmente porque nos ensina que devemos ser bons uns com os outros. Que devemos fazer o que for preciso, que devemos cantar soul, se isso for melhorar a vida dos outros. Que devemos ser bons e amar uns aos outros."


11 comentários:

  1. Acho que a intenção do autor foi alertar que devíamos ser mais como ela, né. Pena que só acontece nos livros, mesmo kkk adorei a resenha! Já ouvi falar muito nesse livro e tenho curiosidade em ler

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/
    Tem resenha nova no blog de "Fragmentados", vem conferir!

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    1. Adorei a resenha e blog também está maravilhoso.
      Sucesso!
      Beijinhos.

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  2. Oi Carol, fiquei muito feliz com sua visita lá no meu cantinho, vim retribuir e adorei aqui, ganhou mais uma leitora.

    Visite: http://carpediemmica.blogspot.com.br/

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    1. Obrigada!
      Saiba que a leitura será recíproca.

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  3. Oi
    gostei da resenha, esse livro deve ser realmente muito bom e tocante, depois da resenha fique curiosa para ler, só li um livro desse autor e quero ler outros.

    momentocrivelli.blogspot.com.br

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    1. A maioria dos livros desse cara é sensacional. Não deixe de ler, você não se arrependerá.

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    1. Obrigada pela visita, flor.
      Volte sempre.

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  5. Admito que não sou muito de livros de românce, e talvez nunca me interessaria por esse livro justamente pelo motivo que você diz no início, pois ele passa uma primeira impressão que não chama atenção, mas é incrível como só o nome do autor faz diferença, né? hahaha
    Nunca li nada dele, mas tenho muita vontade de começar a conhecê-lo com "Perdão, Leonardo Peacock", e se curtisse com certeza iria tentar outros livros dele, como esse da sua resenha. :)

    http://magoevidro.blogspot.com.br

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    1. "Perdão, Leonard Peacock" quebra alguns padrões e te instiga de cara. Acho que você deveria tentar lê-lo, mesmo sem se interessar por outros título do autor.

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  6. Oie, oie, oie !!!
    Tenho que confessar que nunca li nenhum dos livros do Matthew, mas morro de vontade de ler O Lado Bom da Vida, dizem que é um livro maravilhoso. Espero conseguir ler ele logo !!!
    Com relação a Quase uma Rockstar ... não tenho certeza se leria esse livro. Algumas coisas não me agradaram nada, na história, mas mesmo assim fiquei um pouco curiosa, quem sabe não dou uma chance para ele né ?!

    Beijinhos
    Hear the Bells

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